31 de julho: Dia Internacional do Vira-Lata

Com mais de 30 milhões de animais vulneráveis no Brasil, a data destaca a importância da guarda responsável e do afeto no acolhimento dos SRDs
Por José Luiz Tejon
Em 31 de julho é celebrado o Dia Internacional do SRD (sem raça definida). A data tem como finalidade aumentar a visibilidade dos milhares de cães e gatos sem raça definida e popularmente chamados de vira-latas, que estão em busca de um lar em todos os lugares do Brasil. A Conferência Brasileira de Cinofilia (CBKC) informa que cães e gatos SRD ocupam a primeira posição em popularidade e predominam nos lares brasileiros. E quem é responsável por um SRD pode confirmar: eles são uma excelente companhia para quem deseja conviver com um pet fascinante, divertido e muito carinhoso.
Diferentemente dos pets com raça definida, segundo a CBKC, “os SRDs possuem características únicas que variam de indivíduo para indivíduo. Seu porte pode ser pequeno, médio ou grande, a pelagem e coloração de todos os tipos, assim como sua personalidade, o nível de sociabilidade e interação. Essa imprevisibilidade está relacionada à mistura de raças que pode existir em sua genética”.
Mas, embora haja um crescente interesse pelos vira-latas, o número de animais em situação de vulnerabilidade ainda é grande: o Brasil tem hoje 185 mil animais abandonados ou resgatados por maus-tratos, sob tutela de ONGs e grupos de Protetores, de acordo com levantamento do Instituto Pet Brasil. Destes, 96% são cães (177 mil) e 4% são gatos (7.400). De acordo com o Índice de Abandono Animal, da Mars Petcare, considerada a maior pesquisa internacional já feita sobre a falta de moradia e os fatores que contribuem para o alto número de animais de estimação nas ruas e/ou abrigos, hoje cerca de 35% dos cães e gatos no mundo, aproximadamente 362 milhões, vivem nas ruas ou estão em abrigos aguardando adoção.
No Brasil chegam a 30,2 milhões de gatos e cães em situação de vulnerabilidade. Portanto, caros leitores, adotar um cão ou gato SRD possibilita oferecer cuidados que ele talvez nunca tenha recebido até então, como abrigo, alimentação adequada, acompanhamento veterinário e, principalmente, muito carinho e amor. Vamos fazer cada um de nós uma adoção consciente!
Coescrito por Ana Purchio, jornalista pós-graduada em mídias sociais e estudante de psicologia.
Fonte: Cães e Gatos




