Ciência

Atlântico Sul possui anomalia magnética que pode afetar vida na Terra

Falha no campo magnético da Terra não tem motivação clara segundo cientistas, mas pode causar problemas de grandes proporções

Você já ouviu falar na Amas? O nome fofo é na verdade uma sigla para uma coisa muito grande: a anomalia magnética do Atlântico Sul, uma estranha distorção no campo magnético do planeta Terra, bem em cima das nossas cabeças. Apesar de parecer bastante perigoso, o fenômeno é bem documentado pela ciência e pode afetar a vida humana em alguns casos bem específicos, mas possíveis.
Basicamente, o planeta tem um campo magnético que o envolve. Isso acontece porque, em resumo, somos uma bola de ferro gigante. Esse campo magnético pode parecer bobagem, mas ele tem impactos importantes, como por exemplo na inclinação da Terra. Mas existe uma coisa mais importante que ele é capaz de fazer: nos proteger dos ventos solares, que são bombas de partículas solares emitidas pela nossa estrela em direção à terra.
O buracão no campo magnético da Terra fica bem em cima das nossas cabeças, no Atlântico Sul. Mas como isso impacta a nossa vida e a nossa tecnologia?

“Por que as agências espaciais têm interesse na anomalia? Porque como essa região tem um campo mais enfraquecido, as partículas do vento solar entram nessa região com mais facilidade, o fluxo de partículas carregadas que passam por aquela área é muito mais intenso. Isso faz com que os satélites, quando passam por essa região, tenham que, por vezes, ficar em stand-by, desligar momentaneamente alguns componentes para evitar a perda do satélite, de algum equipamento que venha a queimar. Porque a radiação, principalmente elétrons, nessa região é muito forte. Então é de interesse das agências espaciais monitorar constantemente a evolução dessa anomalia, principalmente nessa faixa central”, explica o doutor em Física e pesquisador do Observatório Nacional, Marcel Nogueira, à CNN.

Essas tempestades magnéticas relacionadas ao vento solar podem nos deixar vulneráveis, por exemplo, ao mau funcionamento de equipamentos eletrônicos. Em 1989, a cidade de Vancouver, no Oeste do Canadá, ficou em um blecaute por dias sem eletricidade ou sinal de rádio por conta de uma tempestade solar.
Apesar de a chance de isso acontecer ser relativamente baixa, os cientistas se preocupam com essa faixa do campo magnético terrestre justamente por esse risco. Um apagão nessa região, que fornece energia para diversos países da América Latina, poderia representar uma perda enorme de vidas e de dinheiro. Compreender a vulnerabilidade de nossos sistemas a essas tempestades é essencial para que continuemos vivendo normalmente.

Fonte: Hypeness

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