Cultura

Sobre o tempo

Reflexões para a vida inspiradas no pensamento de Mário Vieira e Sêneca

Sabemos que o tempo é um fenômeno natural, absoluto e inexorável. Mas será que já compreendemos sua verdadeira essência? O tempo realmente corre ou somos nós que passamos por ele? Seria ele uma convenção humana, uma criação divina ou algo que sempre existiu? Muitos se queixam de sua brevidade, mas o filósofo Sêneca já nos ensinava em sua obra “Sobre a Brevidade da Vida”: a vida não é breve, nós é que a desperdiçamos. Gastamos nossa energia com coisas fora de nosso controle e abrimos mão do protagonismo sobre nossas próprias decisões. Muitas vezes:
👉 Vivemos a vida dos outros.
👉 Nos perdemos em frivolidades e excesso de informação sem sentido.
👉 Desperdiçamos horas em debates estéreis por mero amor ao debate.
De repente, ter razão passou a ser mais importante do que apenas SER. Ser íntegro, simples, genuíno e feliz. Enquanto o mundo escorre lá fora, nos encastelamos em nossos egos e paramos de viajar, ler, estudar, pesquisar, meditar e fazer amigos.
Negligenciamos a arte, agredimos a natureza e abandonamos a contemplação do que é Belo, Bom e Justo. Atacamos a ciência, paramos de filosofar e matamos nossos ideais e sepultamos a empatia. No fim, batemos no peito orgulhosos de nossa “ignorância”, acreditando que estamos “matando o tempo”.
Mas fica a pergunta: será que matamos o tempo, ou é ele que, silenciosamente, nos consome enquanto estamos distraídos com o que não importa? Então fica a dica de um mero mortal que já passou dos sessenta: que possamos retomar o comando da nossa ampulheta hoje mesmo.

Mário Vieira

Capixaba, casado, autor e advogado

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