Internacional

Europa virou “incubadora” do terrorismo por causa da imigração em massa, dizem EUA

Imigrantes durante tentativa de travessia no Canal da Mancha, na França

Por John Lucas

O governo dos Estados Unidos afirmou que a Europa se tornou “alvo” e também “incubadora” de ameaças terroristas por causa da imigração em massa, da fragilidade das fronteiras e da redução de recursos voltados ao combate ao terrorismo. A avaliação consta na nova Estratégia de Contraterrorismo da Casa Branca, assinada pelo presidente Donald Trump e divulgada nesta quarta-feira (6).
Segundo o documento, esses fatores transformaram os países europeus em um “ambiente explorado por jihadistas, cartéis, grupos extremistas e atores estatais hostis”. A estratégia afirma que as nações europeias continuam sendo os principais e mais antigos parceiros dos EUA no combate ao terrorismo, mas diz que o continente enfrenta neste momento ameaças crescentes.

O mundo é mais seguro quando a Europa é forte, mas a Europa está gravemente ameaçada e é tanto alvo terrorista quanto incubadora de ameaças terroristas”, diz o texto.

De acordo com a Casa Branca, organizações terroristas islâmicas como a Al-Qaeda e Estado Islâmico, além de cartéis e governos adversários dos EUA, passaram a explorar o que o documento chama de “fronteiras fracas” e “recursos mínimos” de contraterrorismo na Europa. Para Washington, esse cenário permitiu que os países europeus fossem usados como centros financeiros, logísticos e de recrutamento por grupos hostis.
O trecho mais duro do documento liga diretamente o risco terrorista à imigração em massa. Segundo a estratégia, a “imigração em massa sem restrições” funcionou como “correia de transmissão para terroristas”. A Casa Branca também afirma que grupos organizados exploram fronteiras abertas e “ideais globalistas” para ampliar sua atuação no continente.

Quanto mais essas culturas estrangeiras crescem, e quanto mais as atuais políticas europeias persistem, mais o terrorismo estará garantido”, afirma a estratégia americana. Em seguida, o documento diz que a Europa, descrita como berço da cultura e dos valores ocidentais, precisa “agir agora” para conter o que chama de “declínio voluntário”.

A Casa Branca também cobra dos aliados europeus uma participação maior na própria segurança. O texto diz que a Europa deve aumentar imediatamente seus esforços de contraterrorismo, compartilhar informações de inteligência de forma mais ativa e assumir uma parcela maior das operações de segurança, inclusive na África.
A nova estratégia representa mais um ponto de atrito entre Washington e aliados europeus. Na estratégia, o governo Trump define três grandes categorias de ameaça terrorista para os EUA neste momento: narcoterroristas e grupos criminosos transnacionais, terroristas islâmicos tradicionais e extremistas violentos de esquerda, incluindo anarquistas e os antifas. A Casa Branca afirma que o combate a esses grupos será orientado por avaliações de ameaça e pelo princípio de colocar a segurança dos americanos em primeiro lugar.
A estratégia também coloca os cartéis de drogas das Américas no centro da política antiterrorista dos EUA. Segundo o texto, Trump classificou diversos cartéis e gangues como organizações terroristas estrangeiras no primeiro dia de seu novo mandato e autorizou ações militares contra embarcações ligadas ao tráfico de drogas, dentro de uma política voltada a reduzir o impacto dessas organizações na segurança americana.
Em relação ao Oriente Médio, o documento afirma que o Irã continua sendo a maior ameaça regional aos Estados Unidos, tanto por suas capacidades nucleares e de mísseis quanto pelo apoio financeiro a grupos aliados, como o Hezbollah. A estratégia também diz que Washington não permitirá que rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho, sejam mantidas sob ameaça por atores estatais ou não estatais.
No prefácio do documento, Trump afirma que sua política de contraterrorismo marca um retorno ao que chama de “bom senso” e “paz pela força”. O presidente americano diz que os EUA não permitirão que cartéis, jihadistas ou governos que os apoiem atuem contra cidadãos americanos com impunidade.

Fonte: Gazeta do Povo

Luzimara Fernandes

Jornalista MTB 2358-ES

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