Economia Indústria

Impulsionada pela indústria, economia capixaba cresce 4,4% no 1.º semestre de 2026

Nesta quarta-feira (16) o Observatório Findes divulgou os resultados do Indicador de Atividade Econômica do Espírito Santo, o IAE-Findes, calculados pelo Observatório Findes, referentes ao 2.º trimestre de 2026 e, portanto, ao fechamento do 1.º semestre do ano

De janeiro a junho, a economia do Espírito Santo cresceu 4,4%, na comparação com o mesmo período de 2025. Esse foi o maior crescimento para um primeiro semestre desde 2021, quando a alta foi de 8,0%. Ademais, a economia capixaba superou o resultado do PIB do Brasil no período, que cresceu 1,9%. O resultado do estado foi puxado pela indústria, que avançou 12,4% no acumulado do ano, o melhor desempenho industrial para um primeiro semestre desde 2011. Na sequência, os serviços cresceram 1,6%, enquanto a agropecuária registrou retração de 0,4%.

A indústria foi o principal setor a contribuir para o crescimento econômico do estado no semestre, com destaque para a expansão de 36,3% da indústria extrativa. O avanço dessa atividade refletiu o aumento da produção de petróleo e gás natural e de pelotas de minério de ferro pela Vale e pela Samarco.
Com relação às demais atividades industriais do estado, a indústria de energia e saneamento cresceu 7,9%, acompanhando o aumento no consumo de energia elétrica no estado. A construção cresceu 2,7%, beneficiada por investimentos em infraestrutura e maior oferta de crédito imobiliário. Já a indústria de transformação recuou 2,0%, com quedas em alimentos (-9,3%) e papel e celulose (-6,5%), parcialmente compensadas pela metalurgia (+0,7%) e pela fabricação de produtos de minerais não metálicos (0,6%).
Também em alta, o setor de serviços cresceu 1,6%, com desempenho positivo em todas as atividades. O transporte avançou 2,9%, favorecido pelo maior volume de cargas ligado à indústria extrativa e ao transporte de café. O comércio cresceu 2,0%, em contexto de baixa taxa de desocupação, embora juros altos e endividamento das famílias tenham limitado a expansão das vendas. E as demais atividades de serviços ampliaram 1,4%.
Em contrapartida, a agropecuária foi o único setor com variação negativa no semestre, com retração de 0,4%. O resultado refletiu o recuo da pecuária (-7,5%), associado à menor disponibilidade de bovinos e à redução da produção de leite. Já a agricultura cresceu 0,1%, favorecida pelo desempenho do café, que, por sua vez, foi beneficiado por condições climáticas mais propícias e pela expansão de novas áreas produtivas.

Fonte: Observatório Findes

Haroldo Filho

Jornalista – DRT: 0003818/ES Coordenador-geral da ONG Educar para Crescer

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