A Semana no Brasil e no Mundo — Dino é derrotado no caso Nossa Senhora: TSE mantém remoção de fake news contra Flávio

O entendimento adotado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sofreu uma derrota no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no caso envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida. A Corte Eleitoral formou maioria para manter a retirada de publicações que atribuam falsamente ao candidato à Presidência ou à sua família participação em uma iniciativa para retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.
O resultado contraria o caminho adotado por Dino dias antes. No domingo (27), o ministro havia derrubado a decisão de André Mendonça que determinava a remoção dos conteúdos. Dino sustentou que as publicações analisadas não apresentavam grau de ilicitude suficiente para justificar restrições severas à liberdade de expressão e à liberdade religiosa. A decisão de Dino, porém, durou pouco. Na segunda-feira (28), Luiz Fux suspendeu seus efeitos e restabeleceu a ordem de Mendonça. O caso voltou então à Justiça Eleitoral, onde o entendimento central do relator recebeu apoio da maioria.
Mendonça considerou falsas as publicações que apresentam como fato que Flávio Bolsonaro ou integrantes de sua família tenham proposto, articulado ou apoiado a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida. O mesmo entendimento alcança afirmações factuais de que o candidato esteja comprometido ou pretenda promover a retirada do título no futuro. Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques acompanharam o relator.
O julgamento, contudo, também impôs limites à decisão original de Mendonça. Após divergências sobre a abrangência da ordem, o relator ajustou seu voto, e publicações que apenas tangenciam a controvérsia, sem atribuir concretamente a Flávio a intenção de retirar o título da santa, ficaram fora da determinação de remoção. Entre elas estão conteúdos da deputada Erika Hilton e do humorista Antonio Tabet. Esse detalhe é importante: o TSE não validou integralmente toda a extensão da primeira ordem de Mendonça. A maioria, porém, preservou seu ponto central: conteúdos que apresentem como fato a participação de Flávio Bolsonaro ou de sua família em uma iniciativa para retirar o título de Padroeira do Brasil estão sujeitos à remoção.
O desfecho enfraquece, portanto, a intervenção feita por Dino no caso. O ministro do STF havia afastado a ordem da Justiça Eleitoral; Fux reverteu sua decisão e, na sequência, o próprio TSE confirmou por maioria que existe fundamento para a retirada dos conteúdos falsos, ainda que com alcance mais restrito. A controvérsia provocou uma crise entre integrantes das duas Cortes às vésperas do primeiro turno. Depois da atuação de Dino, Nunes Marques chegou a mencionar risco de “captura institucional” do TSE pelo STF. Com a decisão, prevalece na Justiça Eleitoral a distinção entre críticas, sátiras e manifestações políticas, que continuam protegidas, e afirmações factuais falsas atribuindo a Flávio Bolsonaro uma iniciativa contra o título de Nossa Senhora Aparecida. (Fonte: Hora Brasília)
Fundo do governo Trump vai financiar grupos que contestam atuação do STF

Por Fábio Galão
Uma reportagem publicada pelo jornal The Guardian apontou que o Departamento de Estado americano, órgão do governo Donald Trump, comprometeu, nesta quarta-feira (30), US$ 176,9 milhões para apoiar causas conservadoras em todo o mundo, inclusive entidades da sociedade civil brasileira que contestam a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o periódico britânico, os recursos foram comprometidos junto aos beneficiários poucas horas antes do prazo final ser encerrado nesta quarta-feira e fazem parte de US$ 205 milhões em verbas alocadas pelo Congresso americano para o Fundo de Direitos Humanos e Democracia (HRDF, na sigla em inglês) do Departamento de Estado.
Um subsídio de US$ 1 milhão, intitulado “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”, será destinado ao financiamento de grupos da sociedade civil brasileira que se opõem ao que o governo Trump denominou de “excesso de alcance judicial e censura por parte do Supremo Tribunal Federal do Brasil”. No ano passado, o governo Trump revogou o visto do ministro Alexandre de Moraes e impôs sanções econômicas com base na Lei Magnitsky contra o juiz, a esposa dele, Viviane Barci de Moraes, e o instituto jurídico da família devido à atuação do magistrado no processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às suas ordens para que redes sociais americanas removessem perfis e conteúdos. Em dezembro, o governo dos EUA retirou-os da sua lista de sancionados.
A maior verba específica definida nesta quarta-feira pela gestão Trump, US$ 40 milhões, será destinada a um consórcio liderado pela Fundação Memorial das Vítimas do Comunismo (VOC), uma organização anticomunista sem fins lucrativos americana. De acordo com o Guardian, outros projetos que receberão recursos do fundo do Departamento de Estado serão o “Promovendo Aliados da Civilização Ocidental”, com foco na Europa e destinado a grupos que não adotam “narrativas de direitos humanos instrumentalizadas ideologicamente, como a ideologia de gênero”, e têm abordagens baseadas no “anticomunismo” e nos “direitos naturais”; outro destinado a documentar o que foi chamado de “retrocesso democrático” na Europa associado à “migração em massa e ilegal” e à normas impostas por “entidades supranacionais”; redes voltadas à proteção de cristãos na Nigéria; e apoio a um grupo que promove os direitos dos africâneres, os cidadãos brancos da África do Sul.
Ao Guardian, o Departamento de Estado não comentou subsídios individuais, mas afirmou que os programas ainda estavam sendo submetidos a “deliberação ativa”, que os beneficiários devem cumprir as diretrizes para receber subsídios federais americanos e que todas as iniciativas passarão por um “processo de avaliação padrão e rigoroso realizado por profissionais da área de subsídios”.
A notícia gerou críticas da oposição a Trump. “As propostas da administração Trump utilizariam recursos dos contribuintes para promover organizações e programas de extrema-direita em democracias consolidadas. Isso representa um desperdício de recursos e mina os valores dos Estados Unidos e as relações com parceiros democráticos, incluindo aliados na Europa”, disse Jeanne Shaheen, democrata que integra a Comissão de Relações Exteriores do Senado americano. (Fonte: Gazeta do Povo)
“Xandão é o melhor amigo do Daniel”: cunhado de Vorcaro diz em áudio que estava “contando” com Moraes durante crise do Master

“Xandão é o melhor amigo do Daniel. Tô contando com ele”. A declaração é de Fabiano Zettel, cunhado e apontado nas investigações como operador financeiro de Daniel Vorcaro. O relato aparece em áudios revelados nesta quarta-feira (30) pela revista Piauí e acrescenta um novo elemento às informações que vêm sendo divulgadas sobre a relação entre o ex-dono do Banco Master e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A conversa ocorreu em 2 de setembro de 2025. Naquele momento, Zettel acompanhava simultaneamente o julgamento no STF sobre a tentativa de golpe de Estado e a situação do Banco Master, que aguardava uma decisão do Banco Central sobre a tentativa de venda da instituição ao BRB. Ao conversar com uma mulher identificada pela revista com o nome fictício de Marina, Zettel menciona Moraes pelo apelido de “Xandão”. “Xandão é o melhor amigo do Daniel. Tô contando com ele”, afirmou. Na sequência, reforçou a alegada proximidade: “melhor amigo. Janta junto, sai junto”.
O contexto temporal torna a declaração particularmente relevante. No mesmo período, Zettel demonstrava preocupação com o futuro do Banco Master. A decisão do Banco Central sobre a operação com o BRB seria conhecida no dia seguinte à conversa e acabaria sendo desfavorável ao negócio. Em outro trecho divulgado das gravações, Zettel resumiu a tensão daquele momento: “vou tomar remédio, vou dormir, porque amanhã a sorte tá lançada”.
Apesar da frase “tô contando com ele”, Zettel não explica nos trechos divulgados o que esperava de Moraes nem há, até o momento, prova apresentada nessas gravações de que o ministro tenha praticado qualquer ato para favorecer Vorcaro ou o Banco Master. A afirmação sobre a amizade também é um relato de Zettel e não comprova, isoladamente, a natureza ou o grau da relação entre Moraes e o banqueiro.
A declaração de Zettel aparece no momento em que outros documentos e mensagens extraídos de aparelhos apreendidos pela Polícia Federal revelam encontros entre Vorcaro e Moraes. Nesta quarta-feira (30), a Folha de S.Paulo revelou mensagens segundo as quais Vorcaro organizou um almoço para Moraes em dezembro de 2023, no hotel Six Senses Botanique, em Campos do Jordão. O banqueiro tratava Moraes, nas conversas sobre a recepção, como seu “convidado mais importante”. Segundo a reportagem, o almoço teve caviar, foie gras, vieiras, trufas e vinhos de alto padrão retirados da adega particular de Vorcaro.
As mensagens indicam ainda que o banqueiro pediu discrição sobre seu envolvimento na organização da recepção para evitar constrangimentos ao ministro. Vorcaro não participou pessoalmente do almoço. As informações sobre a relação entre os dois já haviam chegado ao Congresso. Relatório apresentado no Senado registrou mensagens em que Vorcaro dizia estar “em casa” com “Ciro e Alexandre”, referências interpretadas no documento como sendo ao senador Ciro Nogueira e a Alexandre de Moraes.
O mesmo relatório registra que o gabinete de Moraes classificou informações sobre viagens relacionadas ao grupo como “ilações” e afirmou que o ministro jamais viajou em avião de Vorcaro ou na companhia do banqueiro e de Zettel. É justamente essa sequência de informações que aumenta a relevância do novo áudio. Desta vez, não se trata apenas de registros que colocam Vorcaro e Moraes em ambientes sociais. É um integrante do núcleo mais próximo do banqueiro descrevendo, em conversa privada, Moraes como seu “melhor amigo” e acrescentando que estava “contando com ele” enquanto acompanhava um momento decisivo para o Banco Master. A gravação, por si só, não permite concluir que Moraes tenha interferido no Banco Central ou adotado qualquer providência em benefício do banqueiro.
Mas cria uma pergunta objetiva para as investigações: o que Fabiano Zettel queria dizer quando afirmou, em meio à crise do Master, que estava “contando” com Alexandre de Moraes? Essa questão ganha peso porque Zettel não aparece nas investigações como personagem periférico. Decisão do ministro André Mendonça registra mensagens segundo as quais ele atuava na operacionalização de pagamentos em nome de Vorcaro. A investigação atribui a Zettel participação na estruturação de pagamentos e contratos ligados ao grupo.
Moraes já havia se manifestado anteriormente sobre informações envolvendo Zettel. Em resposta a reportagens sobre aeronaves relacionadas ao grupo Master, o gabinete do ministro afirmou que Moraes “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”.
O escritório Barci de Moraes, ligado à família do ministro, também declarou que nenhum de seus integrantes conhecia Zettel e negou viagens em aeronaves pertencentes a Vorcaro ou ao empresário. Essas manifestações são anteriores à divulgação do novo áudio e não constituem resposta específica à declaração de Zettel de que Moraes seria o “melhor amigo” de Vorcaro.
Vaza vídeo de Alexandre de Moraes em jatinho de Daniel Vorcaro, três meses após o fechamento de R$ 50 milhões
(Fonte: Hora Brasília)
Potências mundiais observam disputa presidencial brasileira por razões estratégicas

Por Gazeta do Povo Lab/Fábio Galão
China, Estados Unidos e Argentina monitoram de perto o primeiro turno da eleição presidencial no Brasil, que ocorre no próximo domingo (4). O interesse dessas nações ultrapassa a balança comercial, envolvendo segurança regional, influência geopolítica e acesso a recursos naturais valiosos, como as reservas de terras raras, fundamentais para a tecnologia global e para a transição energética.
Como a relação comercial entre Brasil e China deve se comportar após as eleições?
A parceria entre brasileiros e chineses demonstra grande resistência e estabilidade, independentemente de quem ocupe o Palácio do Planalto. Historicamente, o fluxo de exportações de soja, minério de ferro e petróleo não sofre interrupções significativas por divergências políticas. Especialistas apontam que o capital chinês no Brasil possui um perfil conservador e focado na preservação de ativos já instalados. O objetivo central de Pequim é garantir previsibilidade nas regras do jogo e evitar que o governo brasileiro adote restrições tecnológicas desenhadas pelos americanos.
Qual é o foco estratégico do governo de Donald Trump em relação ao território brasileiro?
Para Washington, o interesse atual é fortemente motivado pelo que está debaixo da terra: as reservas brasileiras de terras raras, estimadas em 21 milhões de toneladas. Esses minerais são essenciais para a fabricação de componentes de alta tecnologia, mas o Brasil ainda carece de infraestrutura para processamento e refino. Além disso, os EUA buscam ampliar a cooperação em segurança por meio da Doutrina Donroe, que visa afastar influências externas consideradas hostis e fortalecer iniciativas contra o crime organizado, como o projeto Escudo das Américas, que o Brasil ainda reluta em aderir.
De que maneira a eleição no Brasil afeta os interesses do governo argentino de Javier Milei?
A Argentina vive uma relação de dependência econômica com o Brasil, apesar dos frequentes atritos políticos entre Milei e a atual gestão brasileira. Uma vitória da oposição no Brasil facilitaria a coordenação de políticas para tornar o Mercosul mais flexível e aberto a acordos bilaterais. Além disso, um governo brasileiro alinhado ao argentino poderia fortalecer as reivindicações de Buenos Aires pelas Ilhas Malvinas em fóruns internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), e ajudar na coordenação de pressões sobre a exploração de petróleo naquela região específica.
Por que a União Europeia também acompanha com atenção o processo eleitoral brasileiro?
O bloco europeu implementou recentemente um acordo com o Mercosul que ainda enfrenta fragilidades jurídicas e contestações no Tribunal de Justiça da UE. Nesse contexto, a política ambiental do próximo governo brasileiro será determinante para a manutenção das exportações com tarifa zero, que hoje abrangem mais de 80% dos produtos brasileiros enviados ao continente europeu. Qualquer mudança brusca nas metas de preservação ou recuos na agenda climática em Brasília serviria de combustível para os críticos do acordo na Europa, tornando difícil para o futuro presidente ignorar essas exigências. (Fonte: Gazeta do Povo)
Mulher de Moraes cancelou voo em jato de Vorcaro horas após prisão do banqueiro

A advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou uma viagem programada em um jato Legacy 650 e um helicóptero ligados a Daniel Vorcaro poucas horas depois de se tornar pública a prisão do então dono do Banco Master. A informação foi revelada nesta quinta-feira (1.º) pelo jornal O Globo, a partir de mensagens trocadas entre Viviane e funcionários da Prime You, empresa responsável pela administração das aeronaves e da qual Vorcaro havia sido sócio.
A cronologia chama atenção. Viviane fez a reserva com quase um mês de antecedência, em 24 de outubro de 2025. A programação envolvia uma viagem de Brasília para São Paulo no Legacy 650 de prefixo PP-NLR e, posteriormente, o deslocamento para Campos do Jordão em um helicóptero EC-155. A viagem estava programada para o feriado da Consciência Negra. Na noite de 17 de novembro, porém, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Na manhã seguinte, às 8h34, Viviane entrou em contato com uma funcionária da Prime You e comunicou o cancelamento do voo previsto para o dia seguinte. “Bom dia! Tudo bem? Informo o cancelamento do vôo (sic) de amanhã. Atenciosamente, Viviane”, escreveu, segundo as mensagens reveladas por O Globo. A funcionária confirmou o cancelamento. Instantes depois, Viviane voltou atrás: “Fernanda, cancele o cancelamento rsrs”.
A mudança durou poucos minutos. Em seguida, ela enviou outra mensagem e confirmou definitivamente a desistência: “desculpe, pode cancelar. Obrigada”. A sequência ocorreu na manhã imediatamente posterior à prisão de Vorcaro. As mensagens divulgadas não informam o motivo do cancelamento e, isoladamente, não permitem concluir que a desistência tenha ocorrido em razão da prisão do banqueiro.
Outro detalhe revelado pelas mensagens chama atenção. Nos registros internos reproduzidos pela reportagem, Viviane aparece identificada como “Sra. Viviane Barci | Cotista Legacy (PP-NLR) e EC-155”. O Legacy PP-NLR é justamente uma das aeronaves que passaram a ocupar o centro das revelações sobre as relações entre o entorno de Vorcaro e a família de Alexandre de Moraes. Segundo a apuração, quase todos os voos reservados por Viviane naquele período eram realizados nesse Legacy 650.
As conversas mostram ainda que a utilização do serviço não se restringia à viagem posteriormente cancelada. Em 11 de novembro de 2025, apenas uma semana antes da prisão de Vorcaro, Viviane entrou novamente em contato com a empresa para antecipar um voo reservado entre Brasília e São Paulo. Ela informou que havia um voo previsto para as 19h30 e perguntou se seria possível antecipá-lo para as 14h. O pedido foi atendido.
Viviane também solicitou a disponibilidade de um helicóptero caso o avião pousasse no Aeroporto Catarina, em São Roque. As mensagens reveladas por O Globo registram ainda pedidos de serviço de bordo. Para uma viagem de duas pessoas, Viviane escolheu itens como tartar de salmão, salada Caesar e torta mousse de chocolate. Em outra reserva, informou que viajariam “2 passageiros e 1 pet”.
Os registros mostram, portanto, uma sequência de contatos entre a advogada e a empresa responsável pelas aeronaves ao longo de 2025, e não apenas uma reserva isolada. As novas mensagens aparecem depois de outras revelações sobre o uso de aeronaves administradas pela Prime You.
Alexandre de Moraes havia afirmado anteriormente, por meio de seu gabinete, que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”. Posteriormente, porém, foi divulgado um vídeo mostrando Moraes e Viviane desembarcando de uma aeronave ligada ao empresário. O escritório Barci de Moraes confirmou depois que a advogada utilizou serviços de táxi aéreo da Prime Aviation e que, em algumas ocasiões, foi acompanhada pelo marido. O escritório sustentou que os serviços foram contratados regularmente e negou que a família tivesse vínculo pessoal com Vorcaro ou participação societária nas aeronaves.
As novas mensagens acrescentam agora um detalhe até então desconhecido: internamente, Viviane era registrada pela empresa como “Cotista Legacy” e fazia diretamente pedidos relacionados à logística das viagens. Essa identificação, por si só, não comprova propriedade ou participação jurídica na aeronave. A natureza exata da expressão utilizada pela empresa precisaria ser esclarecida documentalmente. As viagens passaram a ter maior relevância por causa das relações comerciais mantidas entre o escritório de Viviane e o Banco Master.
O escritório Barci de Moraes manteve contrato milionário de serviços jurídicos com o banco de Vorcaro. Há ainda uma segunda frente sob investigação. Segundo informações atribuídas à Polícia Federal, teria existido uma negociação de R$ 50 milhões para serviços advocatícios envolvendo outra empresa relacionada ao banqueiro, com previsão de pagamento parcial por meio de cotas de aeronaves. Moraes e o escritório de Viviane negam a existência ou assinatura desse segundo contrato.
Por isso, as mensagens reveladas agora não comprovam, isoladamente, irregularidade na utilização das aeronaves. Elas documentam, porém, a relação recorrente de Viviane com a empresa que administrava o Legacy e o helicóptero e permitem estabelecer com precisão a cronologia da viagem cancelada.
Reserva feita em outubro, prisão em novembro e cancelamento na manhã seguinte
É justamente a sequência das datas que transforma o episódio em mais um elemento relevante do Caso Master. Em 24 de outubro, Viviane reservou os deslocamentos. Em 17 de novembro, Vorcaro foi preso. Às 8h34 de 18 de novembro, Viviane pediu o cancelamento. Pouco depois, chegou a desistir do cancelamento, mas, cinco minutos mais tarde, confirmou novamente que não faria a viagem. (Fonte: Hora Brasília)
Chegada de turistas a El Salvador cresce após queda da criminalidade sob Bukele

Por Fábio Galão
A Secretaria de Imprensa de El Salvador divulgou, no domingo (27), um comunicado para comemorar o aumento da chegada de turistas estrangeiros ao país centro-americano. A mensagem foi divulgada como parte do Dia Mundial do Turismo, celebrado pela ONU Turismo e que teve San Salvador, capital salvadorenha, como sede de 2026. O governo salvadorenho citou dados da própria agência de turismo das Nações Unidas que apontaram que El Salvador teve um aumento de 37% na chegada de turistas estrangeiros no primeiro semestre de 2026. Entre os países do comparativo, a nação governada pelo presidente Nayib Bukele teve o maior incremento nas Américas e globalmente ficou atrás apenas do registrado pela Nova Caledônia (alta de 41%), um território francês no Oceano Pacífico. O aumento do turismo ocorre após uma forte queda na taxa de homicídios em El Salvador nos últimos anos.
Segundo dados do governo, o índice foi de 53,1 assassinatos por 100 mil habitantes registrados em 2018, ano anterior à posse de Bukele, para 1,9 por 100 mil em 2024, o mais baixo das Américas. Porém, críticos do programa salvadorenho de enfrentamento ao crime organizado alegam que essa queda foi acompanhada por violações de direitos humanos. “O prolongado estado de emergência consolidou o regime repressivo. Detenções em massa e arbitrárias continuaram a ocorrer, acompanhadas de denúncias generalizadas de tortura, mortes sob custódia e desaparecimentos forçados. O governo manteve a prioridade em medidas de segurança punitivas, em um cenário de aumento da pobreza extrema”, afirmou o mais recente boletim da ONG Anistia Internacional. (Fonte: Gazeta do Povo)
















