Cultura

Escritor lança livro de poemas sobre a efemeridade do tempo

Algo Antigo, de Arnaldo Antunes mescla poemas visuais e fotografias para retratar assuntos recorrentes na atualidade

Algo Antigo, de Arnaldo Antunes (2021) (Foto: Divulgação/Companhia das Letras)
No dia 12 deste mês, chegará às livrarias brasileiras a obra Algo Antigo, de Arnaldo Antunes, lançada pela editora Companhia das Letras. Neste novo livro de poemas, o compositor e poeta mescla diferentes elementos visuais para retratar a efemeridade do tempo.
Por meio de poemas visuais e fotografias, o escritor retrata o presente e o passado, como pode ser observado no trecho: “não tenho saudades / do que vivi // porque tudo / está aqui”.
Em outro momento, o autor conduz o leitor a refletir sobre o eterno: “aqui jaz / o presente // eterno porque eterna // mente fugaz”.
Com uma linguagem atual e contundente, o escritor utiliza, ainda, elementos humorísticos e sensíveis para falar de assuntos que pautam a sociedade nos dias de hoje, como o isolamento, o noticiário e a política.

Algo Antigo, de Arnaldo Antunes (2021) (Foto: Divulgação/Companhia das Letras

“Naquele que talvez tenha sido o ano mais difícil de nossas vidas, ano de pandemia e de esboço de ditadura, Algo Antigo repercute a solidão de cada um ‘isolado/por um exército de desertos’, cada um como uma ‘multidão amputada’. Mas é ‘enfiando a adaga do sentido na palavra’ que cada uma dessas multidões recupera e refaz seus sentidos possíveis, prontos para o que foi, é e virá a ser”, disse Noemi Jaffe, que assina a orelha da obra.
Algo Antigo conta, ainda, com a colaboração de Márcia Xavier, responsável por elaborar a arte de capa desta obra.

Fonte: Aventuras na História

Luzimara Fernandes

Jornalista MTB 2358-ES

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