Japão ultrapassa marca de 100 mil centenários pela primeira vez

País registrou 107.677 pessoas com 100 anos ou mais e chega ao 56.º ano consecutivo de crescimento desse grupo
O Japão ultrapassou pela primeira vez a marca de 100 mil pessoas com 100 anos ou mais. Segundo o portal ‘Deutsche Welle‘, dados divulgados pelo governo japonês, nesta terça-feira (15), apontaram 107.677 centenários no país, número que representa um aumento de 7.914 pessoas em relação ao ano anterior. O crescimento também mantém uma sequência histórica: a quantidade de centenários aumentou pelo 56.º ano consecutivo. Além disso, a taxa chegou a 87,51 pessoas com 100 anos ou mais para cada 100 mil habitantes.
Entre os mais de 107 mil centenários, 94.298 são mulheres, o equivalente a 88% do total. Já os homens somam 13.379. Dessa forma, a diferença entre os gêneros permanece bastante significativa entre a população mais longeva do país. Além disso, entre as pessoas mais velhas identificadas pelo levantamento estão Fuyo Kishimoto, mulher de 114 anos que vive em Kyoto, e Hikaru Kato, homem de 112 anos residente na província de Kumamoto.
O Japão também apresenta uma das maiores expectativas de vida do mundo. Segundo os dados oficiais citados pela publicação, em 2025 a média chegou a 87,33 anos entre as mulheres e 81,35 entre os homens. Além disso, a população japonesa apresenta uma idade média de 49,9 anos, o que coloca o país entre os mais envelhecidos do planeta.

A quantidade de centenários japoneses mudou radicalmente desde o início do levantamento. Em 1963, quando o governo começou a registrar esse grupo, o país tinha apenas 153 pessoas com 100 anos ou mais. Posteriormente, o número ultrapassou mil em 1981 e chegou a mais de 10 mil em 1998. Agora, mais de seis décadas depois, o Japão superou pela primeira vez a marca de 100 mil centenários.
Embora o aumento da longevidade represente uma transformação demográfica importante, o envelhecimento da população também traz desafios. Além disso, a queda da natalidade e a redução da população em idade ativa contribuem para problemas como escassez de mão de obra e aumento dos gastos com a seguridade social. Assim, o novo recorde não representa apenas uma mudança na expectativa de vida. O crescimento da população idosa também exige que o Japão adapte suas políticas públicas e sua economia a uma sociedade cada vez mais longeva.
Fonte: Bons Fluidos




