Cultura

Alma liberta

Segundo Jung, é preciso despertar. Quebrar as amarras e as correntes que encarceram a alma. Fugir das máscaras da Persona e do padrão instalado. Escapar do medo do abandono e da desaprovação da família, da religião e da sociedade. 🦅
Libertar-se da ideia de um Deus convencional e entender o conceito milenar de “Abraxas”. Parar de se trair para querer ser aceito e, simplesmente, se encaixar. Entender que amor e respeito não são uma questão de sorte e, sim, uma opção.
Parar de carregar o que não é seu. Saber que a sombra não é necessariamente uma inimiga, aprender sobre a dualidade da vida, a abraçar o caos e decretar o fim da inocência. Saber que o mundo é um lugar hostil, colocar limites e vislumbrar justiça até na sombra. ⚖️
Escolher a paz íntima e, se preciso, a solidão voluntária e soberana. Exercer autoridade sem a necessidade de aprovação. Ter a capacidade de ferir com propósito e, quando necessário, dizer NÃO — e depois retornar ao centro do equilíbrio.
Passar pelo processo de individuação para atingir a maturidade espiritual e a autoridade moral. Livrar-se do jugo e da má influência das outras pessoas, soltar o fardo e abandonar de uma vez por todas o ideal de ser o “santo da família”. 🛡️
Aproximar-se do conceito gnóstico e retornar ao silêncio. Sair da caixa. Tomar consciência de que o seu poder não é perigoso — perigoso é negar o poder que se tem.
Adquirir, afinal, a consciência de que o seu espírito está pronto.
E ter a coragem de perguntar: e eu, será que estou pronto para o meu espírito? 🔥

Mário Vieira

Capixaba, casado, autor e advogado

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