Eu sei que sou umSujeito baixo e meioTosco, esquisito eMeio sem jeito, cheioDe manias, delírios eEsquisitices de todaOrdem Eu gosto de ficarSó, de ler, estudar, euSou meio excêntrico eGosto de escutar músicaAntiga e ouvir pessoasQue já morreram o diaInteiro, o tempo todo Eu falo sozinho e rooAs
Ei-la, aí está a gênese,A origem das coisas,Onde tudo começou Esta fotografia retrata,Uma das nossas primeirasMoradias num dos morrosDa nossa querida capital Hoje quando fito esta imagem,Me pego parado, calado,Meditativo, olhando paraO nada, imerso no vazioDe minha alma E quando faloPara os meus filhosOu para alguns amigosQue sou um “milionário”,Eles não entendem e,Até se
Ela não queria um amorDe novela, de cinema ouQualquer outro roteiro Ela só queria um amorDe verdade, não virtualOu imaginário, mas umAmor de corpo e alma,Pijama e travesseiro Ela não queria um amorLiterato, de poemas ouDe romances, de livrosOu de teatro Não carecia que fosseO amor de Romeu, deUlisses ou de Paris, nemMesmo de Arthur, […]
Num pedaço de papelAmarrotado escrevi deImproviso breve versoApaixonado Neste pequeno espaçoDe caderno amareladoTentei registrar sem sucessoO meu recado amargurado Mesmo assim, neste restoDe papiro amassado imprimi,Meio sem jeito e resumido, umPouco do meu enorme bem querer Após inúmeras tentativasFracassadas me quedei paralisadoDiante da dura realidade e deTamanha
Precisamos, urgentemente,Extrair nossas farpasAparar nossas arestasPolir nossas pontasEsquadrinhar nossas quinas Precisamos, encarecidamente,Talhar nossa pedra brutaAparar nossas garras afiadasCerrar nossas pressas sedentasDiminuir nossas alfinetadas Precisamos, decididamente,Formosear nossa esfinge,Cortar nossas unhas longas,Encurtar nossos tentáculos, Precisamos,
Eu vaguei pelasRuas de lamparinaNa mão, algunsMe chamavamDe cínico, outrosMe taxavam deCão Muitos me tinhamComo louco, vadioOu mendigo, masEu morei num barrilPor opção, pois fizDa extrema pobrezaMinha maior virtude Eu condenei todoO tipo de luxúria, aHipocrisia humana,As instituições e asConvenções sociais, Os homens contamAnedotas sobre mim,Mas fui o único queCaçoou de
As manhãsSempre me fascinam,Elas simplesmente meEncantam e me enchemDe esperança Recebo-as sempre dePeito aberto, cheio deGratidão e de coragem,Acolho-as com a ternuraDe quem recebe um mimo,Uma dádiva, um presente,Uma nova chance e umaOutra oportunidade É como um nascer deNovo, um parto exitosoRepleto de felicidade, umNovo tempo, de lutas e deGlórias, eivado de
Eu acho que seAs borboletasPudessem, elasPousariam emNós Talvez por puroDeleite ou capricho,Ou quem sabeApenas para sentirO pouco do beloQue ainda nos resta Eu acho que elasNos rondam e voamEm nosso redorApenas para captarA nossa aura Traçam inúmerosVoos e acrobaciasSem fim, por puroPrazer e exibicionismo,Apenas para nosMostrar como sãoLivres e do que sãoCapazes de fazer
Levezas da alma,Mimos, cuidados,Carinhos e gentilezas Raridades e finuras,Delicadezas, doçurasE afabilidades, sãoTodas elas formas deSensibilidades doEspírito Favores, preferências,Concessões, renúncias,Respeito, homenagensE deferências Honradez e virtude,Grandeza e nobreza deCaráter, amabilidadesE diferenciais do homemSensível que se elevou
Todos nósTemos uma peçaDe roupa velhaQue já não nosCabe mais Aquele calçadoAntigo que nosAbraça os pés eQue nos contornaOs calos Um chinelo feioE macio, fora deModa, mas, doQual, nunca, jamaisNos desfazemos Uma cobertaOu um pedaçoDe pano antigoDesgastado eCarcomido peloTempo que nosServe de abrigo Aquele roupãoGrosso e queMantemos porAnos e anos a fio,Incólumes, em











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