A sutil autossabotagem de viver para a plateia

A vida é breve e não espera por ninguém. Nesse passo, podemos concluir, sem medo de errar, que o nosso bem mais valioso é o tempo. Aproveitá-lo com sabedoria, buscando melhorar a nossa própria vida e a dos que nos cercam, talvez seja o nosso verdadeiro e melhor propósito.
Cuidar de si mesmo — com disciplina, constância e em silêncio — costuma ser uma grande sacada, uma verdadeira virada de chave.
Nesta batida, enquanto filosofamos, o tempo inexorável vem e vai como o pêndulo de Schopenhauer. Nós, como simples mortais, nos distraímos perdidos entre a busca insana pelo objeto do desejo e o enfado de possuí-lo.
Na maioria das vezes, como filhos pródigos, o desperdiçamos com bobagens, mesquinhez e futilidades. Negligentes, deixamos de cuidar de nós mesmos (como nos ensina o Buda) apenas para nos encaixar ou construir o sonho dos outros. De outro giro, uma boa dica é se reinventar sempre e aprender algo novo todo dia, aprimorando habilidades e adquirindo novas competências. Neste processo, a leitura e o estudo metódico são ferramentas indispensáveis.
Isso porque, geralmente como carroças velhas, fazemos alarde e propaganda do que, na verdade, não somos — tudo para tentar impressionar quem geralmente não está nem aí para a gente. Damos opiniões desarrazoadas e ouvimos vozes e conselhos de quem não deveríamos, seguindo modas e tendências que não são nossas e que não têm nada a ver com a nossa essência.
Sem perceber, nos sabotamos. Nesta toada, cabe arguir: e se hoje fosse o nosso último dia de vida, a última xícara de café, o que faríamos? Não se trata de milagre ou de uma proposta irrealizável de mudança radical, mas de uma simples decisão de mudar, com disciplina e constância. Neste processo de construção do seu próprio eu e de individuação, não se esqueça de ter gratidão, fé e coragem. Celebre e sacralize a vida. Respire fundo e aproveite a jornada com alegria, empatia e disposição.




