Olhos atentosQue nos fitam,Olhos fixos queNos caçam e queNos seguem porTodos os lugares Olhos abertos,Aflitos e curiososOlhos sequiososDe desejo, de amorE de graça Olhos ávidos queNos procuram porToda parte, olhosArregalados que nosSecam, nos desejamE que nos devoramO tempo inteiro Olhos
A boca da noiteApresentava-seTrevosa, nuvensEscuras carregadasDe ressentimentoE ódios variados Rajadas de ventosIntrusivos do norteForçavam as copasDas árvores que aContragostoBeijavam o solo Chuvas intensasLavavam as ruasInundando as almasCom um medo mórbido O espírito do tempoEra de guerra, divisãoDestruição e morte,E os seres humanosSem se dar conta,Imersos em suaImensa
No dia últimoDa despedidaPude divisarPela fresta daPorta e em meioA um facho de luzO silêncio queSaltava dos teusOlhos Percebi de longeA angústia queSaltava das pálpebrasA palidez no rostoE a secura dosLábios tremeluzentes Tive o ímpetoDe voltar e de novoAtirar-me em teusBraçosMas, o quePoderia eu dizer,Se o amor acabou
Para Aristóteles, o homem estaria no topo da escada da criação, pois, além da capacidade de crescer, se alimentar e se multiplicar ele tem a capacidade de observar o mundo que o cerca e de se locomover na natureza. E, segundo o renomado escritor Jostein Gaarder em sua festejada obra “O Mundo de Sofia”, Romance […]
A amizadeÉ um bálsamoUm raro perfumeQue se espraiaPela existênciaDa gente A amizadeÉ uma joia raraDifícil de serAchada, masQue quandoEncontrada deveSer preservada A amizadeÉ uma florExótica queDeve serCultivada emNossos corações A amizadeÉ música suavePara os ouvidosQue serve paraEmbalar a vidaE colorir osNossos sonhos A amizadeÉ um tipo de amorGratuito e semErotismoAh,
Semicerrei os olhosE estiquei a vistaPara muito além dosLimites dos meusParcos sentidos Fiz um silêncioAbsurdo, quaseSepulcral, prendiA respiração e meMantive inerte,Totalmente paralisado Concentrei-mePor completo naCena e esperei aflitoPor um mero sinalDe sua inextinguívelPresença
Pingos de cristalQue escorremChorosos pelasFolhas das plantas Gotas benfazejasDe vida que inundamA terra fazendo brotarOutros tantos tiposDe vida por aí a fora Lindas lágrimasDa natureza queSaciam a sede dasPlantas e dos animais Bocados de águaQue nutrem, refrigeram,Alimentam e tornamPossível a vidaEm todo o ecossistema Minúsculos pedaçosDe chuva curativa eCriadoraBendita,
Para que tantasPreces, tantasRezas, súplicas,Prédicas e orações? Para que tantasMissas, tantos ritos,Tantos cultos, tantasImagens, velas e sermões Para que tantasPalestras e cerimônias,Ofertas e jejuns, tantosPedidos e tantasPromessas vãs? Para que tanta fé,Tantos sacrifícios,Tantas catedrais dePedra e tanta devoção Se tais atos nãoDerivam da almaE do coração, seVocê não
Todo ano éSempre assimNo mês de agosto Quando nuvensAcinzentadas seMisturam com osPrimeiros raiosAvermelhados doSol é porque estáFrio no céu Onde avesCorajosas fazemVoos tímidos eReforçam os seusNinhos que ameaçamCongelar Mas, é um frioBom, pois, éTempo de reflexão,Tempo de agasalharA alma Hora de cuidadosConsigo mesmoE de protegerAqueles que nosSão caros É tempo de pazE
A leitura me completaEla me faz viajar porCulturas inimagináveisE por lugares distantesSem sair do lugar Ela rasga o véuDa minha ignorânciaE amplia o meuRepertório, enquantoAlarga os meus horizontes Ela me traz informaçõesE diversos saberes,Aumentando o tamanhoDo meu mundo Ela me distraiE ao mesmo tempoMe cura, funcionandoComo um refrigério paraA alma sequiosa Ela me











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