E o morro maisUma vez estáEncoberto deNuvens, tal qual,Um grandeSorvete de neve O dia chegaTeimoso e aNeblina vai seDissipando,Deixando àVista parteDa enormeSombra queNos acompanha O carvalhoMostra os seusGalhos, enquantoO orvalho molhaTodas as folhas,Assim como asLágrimas molhamO pranto A
As suas mãos calejadas sovavam a massa, amolgando o trigo da vida devagar e silenciosamente. Os seus dedos eram ágeis e faziam mil giros como quem sabe o que faz de verdade. E, assim, em sua mesa, as iguarias do mundo eram misturadas com afinco e maestria. O seu semblante era ameno e suave e […]
Ah, mas que belaVelhice espera porAqueles que seDedicam aos livros Que boa fortunaDe certo aguardaPor aqueles queEscutam os mortos,Que leem, pesquisamE estudam a glóriaDo passado imóvelE eternizado Que bela venturaEstá destinada paraAqueles que visitamOs clássicos e queEncontram tempoPara mergulhar nasArtes, no estudo daHistória, da fé e daVã filosofia ancestral Que sorte
Ah, como dóiDizer adeus aQuem se amaDe verdade Soltar as mãosE deixar ir,Cuidar e velarSó de longe Todo adeusÉ dolorido e deixaMarcas profundasNa alma de quemFica Oh, quão difícil éSoltar as amarrasEmocionais queNos prendem eJogar fora as bengalasInvisíveis do apegoIlusório Dá um nó danadoNa garganta e umAperto no peito O coração dispara,A pressão sobe, aPerna […]
Na vida,As coisas nãoTêm muito valorEm si Na verdade,O verdadeiroValor está nasPessoas, nasConexões e nosRelacionamentos Na amizade,No respeito,No cuidado eNa consideração Nas paixões eNos prazeres,Na contemplaçãoDa natureza, naApreciação do justo,Do bom e do belo No carinho,Na singeleza,Na gentileza eNa espiritualidade Na flor, na música,No livro, no teatroE na
Desde garoto sempre acalentei o “sonho” do carro próprio. Eu sempre fui aficionado por carros. Mas a grana era curta e o meu primeiro veículo foi um fusca. Veículo este adquirido com meus primeiros salários e com a ajuda de papai. E, assim, começou a saga com os “fuka” na minha vida. O primeiro espécime […]
Perco-meRevirando gavetas,Revendo fotos eRelendo cartasQue recebi e queEnviei para nãoSei quem Revejo imagensOpacas e retratosAmarelados peloTempo numaVelha gaveta doQuarto Forço a memóriaNuma viagem inglóriaE insisto em vãoRememorar o passado Lembro de paixõesQue se foram, revisitoAntigos amores dosQuais já nem meLembro o nome eRevejo lugares queJá não existem mais
Do nadaMe veio a boaE velha saudade,A doce lembrançaNostálgica do queNão vivi, o barulhoEnsurdecedor doQue nunca disse Vultos embaçados,Figuras desconexas,Bolhas ilusórias eMomentos fugidiosDe pura felicidade Cacos de insólitaMemória e banhosCaudalosos de alegriaE espumas de raraFelicidade DevaneiosEsparsos, sonhosIrrealizáveis ePensamentosRomânticos,Seguidos deEspasmos
Ele viveuHá muitos anos,No passadoNão possuíaCasa nem roupas,Nem ouro e nemJoias Era totalmenteAvesso à religião,À autoridade e àsConvenções sociais,Não ligava para título,Honra ou glória Dizem que moravaNum barril e vivia deEsmola, que viviaComo um cão e que,Mesmo assim, fezEscola Que era livre,Independente e queBastava-se a si mesmoE que desdenhava atéMesmo da morte Que
Todo fim de ano é a mesma coisa, a mesma correria pelas compras natalinas em meio a um turbilhão de mensagens de fé, de paz e esperança, acompanhadas de inúmeras notícias dos próximos apocalipses nossos de cada dia que vão se acumulando. É que o famigerado medo da morte e a ansiedade diante do desconhecido […]











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